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Julho Amarelo
ALVO DE OPERAÇÃO

Preso da Capital é apontado como liderança do PCC de Minas

Operação realizada pela Polícia Civil de MG cumpriu 52 mandados contra integrantes da facção criminosa

19/03/2019 19h50Atualizado há 4 meses
Por: Zadir de Souza
Fonte: Correiodoestado
Operação foi desencadeada pela polícia de Minas e cumpriu mandado em MS - Foto: Divulgação / PCMG
Operação foi desencadeada pela polícia de Minas e cumpriu mandado em MS - Foto: Divulgação / PCMG

Operação de combate ao crime organizado, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais, teve como um dos alvos Claudemir Rodrigues de Oliveira, vulgo Anjo da Noite, apontado como uma das lideranças do PCC e que está preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande. No total, segundo a polícia mineira, foram cumpridos 52 mandados em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Norte e Paraná, sendo 22 de prisão e 30 de busca e apreensão, na operação denominada Hefesto.

Ainda segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, investigação durou cerca de oito meses e mapeou a rede de comando da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Lideranças estaduais estão divididas em colegiados denominados sintonias, que são núcleos com poder de decisão e comando sobre os demais integrantes que a elas se reportam.

Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciária (Agepen) confirmou que Claudemir Rodrigues de Oliveira está preso na máxima. Ele é apontado como um dos líderes da chamada sintonia Geral do Estado, estrutura de maior importância para o PCC em Minas Gerais, que tem como atribuição a função decisória acerca da distribuição das funções, da participação nos batismos dos novos integrantes, do julgamento da conduta disciplinar dos integrantes, da transmissão das ordens das instâncias superiores (São Paulo), do julgamento de integrantes de facções inimigas (Tribunal do Crime), do controle e difusão de salves (ordens) para ataques a agentes e equipamentos públicos, dentre outras.

Delegado Marcus Vinicius Lobo Vieira Leite afirmou que o resultado da operação foi um duro golpe no crime organizado. 

"Conseguimos identificar e prender 22 líderes da quadrilha. Foram presas as lideranças e vamos continuar trabalhando para dar uma reposta à sociedade e garantir a qualidade da segurança pública em Minas Gerais", afirmou

A operação recebeu o nome de "Hefesto", que faz referência ao Deus Grego, representado na forma de um ser grotesco e Coxo, expulso de Olimpo e que ficou conhecido por seus artefatos produzidos através da forja e do fogo. De acordo com o último levantamento realizado, existem hoje mais de 2,22 mil integrantes do PCC em todo o país.

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