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VITIMOU CASAL

Quase sete horas depois, corpos são retirados de destroços de avião

Aeronave caiu pouco após a decolagem e matou médico e esposa

15/05/2019 15h10
Por: Zadir de Souza
Fonte: Correiodoestado
Destroços da aeronave, em mata - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado
Destroços da aeronave, em mata - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

Quase sete horas após a queda do avião de pequeno porte, corpos das vítimas foram retirados dos destroços. Médico ginecologista Pedro Arnaldo dos Santos e a esposa, Silvana dos Santos, estavam na aeronave, que caiu e pegou fogo em uma mata, próximo ao aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. 

O trabalho para retirada dos corpos durou aproximadamente uma hora por conta da forma como houve a queda. O avião caiu de bico e a parte da frente, onde estavam as vítimas, ficou parcialmente enterrada. 

Titular da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco), Ana Cládia Medina, disse que dois malotes de documentos foram retirados da aeronave e irão ajudar na confirmação da identidade das vítimas, que foram identificadas inicialmente por um amigo da família. 

Delegado Rodrigo Camapum, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), afirmou que os documentos encontrados na aeronave estavam regulares e havia plano de voo. 

Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigará as causas e circunstâncias do acidente aéreo. Equipe está vindo de Brasília e deve chegar à Capital no fim da tarde. 

ACIDENTE AÉREO

O médico pilotava a aeronave e decolou do aeroporto, com destino a uma fazenda de sua propriedade, no Pantanal. Pouco após a decolagem, ele passou a fazer manobras em circulo e caiu de ponta em uma região de mata, a cerca de 100 metros do aeroporto.

No momento do acidente, havia muita neblina, que dificultava a visibilidade. O Aeroporto Santa Maria, localizado na saída para Três Lagoas, não tem sistema de iluminação na pista e funciona apenas por meio de procedimentos visuais.

Antônio Barbosa Nogueira, que também é piloto, estava próximo ao local no momento do acidente. Ele disse que tinha um voo marcado para às 8h30, mas decidiu esperar a neblina dissipar para decolar. Antônio disse ainda que para sobrevoar é necessário ter visibilidade de 450 metros de altura e cinco mil metros de horizonte e que acredita que Pedro Arnaldo tentava retornar ao aeroporto, quando houve a queda.

Corpo de Bombeiros fez a extinção das chamas dos destroços, com uso de areia por conta da queima de combustível. Algum tempo depois, equipe foi novamente acionada para ajudar a escavar a área e retirar os corpos, que ficaram carbonizados e presos na parte soterrada da aeronave. 

 

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